Os fazendeiros afetados pela medida, entre eles o norte-americano Ronald Larsen, não cumpriram com a ameaça de impedir a ação realizada no sábado, mas avaliavam a possibilidade de apelar à Justiça após a expropriação de suas terras sem indenização, admitiu o governo.
Protegido por uma forte mobilização militar e policial, conforme mostrou a tevê estatal em imagens ao vivo, Morales entregou os títulos de propriedade de pouco mais de 38.000 hectares a pequenos produtores e à comunidade guarani em conjunto em Alto Parapetí, na região de Santa Cruz.
"Hoje, aqui, estamos começando a por fim ao latifúndio na Bolívia", afirmou Morales no ato realizado a cerca de 800 quilômetros de La Paz. No mesmo lugar, há quase um ano, fazendeiros atacaram a balas técnicos agrícolas do governo.
Morales garantiu que a propriedade privada "sempre será respeitada", condicionando essa promessa, no caso das terras, ao cumprimento de uma nova Constituição indigenista e socialista que limita a propriedade agrícola a 5.000 hectares e obriga a cumprir objetivos econômicos e sociais.
"A propriedade privada será respeitada, mas também queremos que alguém que não quer igualdade mude de ideia, deve pensar mais na pátria do que no dinheiro", afirmou.
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